quarta-feira, 15 de maio de 2013

É complicado



Nunca gostei de morrer de amor, mas já tive muita vontade de matar.
Que bom que meu eu-lírico não deixa, porque gostar de você é complicado.
Complicado deveria ser apenas os outros. Nunca nós. A gente.
A gente não deveria nunca comparar-se e comparar-nos aos outros.
Mas ofender parece mesmo que é nossa praia.

Complicado mesmo é suspender o grito na hora da raiva.
Complicado é conseguir não ultrapassar os limites da estribeira,
complicado é quem ataca pra se defender e nunca se desarma para amar.
Impossível é se anular para ter que agradar.
Ouvir provocações caladas sem desatinar e sem querer mostrar-me indefesa.

Deus errou quando nos fez capaz de sentir certas coisas.
Complicado é amar, ou achar que ama. Ou pior ainda:
ter essa certeza que é uma constante apenas em instantes
em ações que terminam com o ar, como chorar e gozar.
Então posso dizer que te amo por instantes
quando quero morrer e quando quero matar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Não, não, não e não.



Não posso te amar
Já que ao amor,
tens alergia.

Tampouco te odiar
pois a repulsa
te instiga.

Telefonar
não posso.

Sms virou
sinônimo
de vácuo.

Gritar também
não posso,
pois teu ego
não perdoaria.

Então choro,
peço desculpas.
E me arrependo
por ter gritado,
enviado sms
e nem haver tentado
a telepatia.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Errata cerebral





Donde dice:
Lo maté porque era mío.

Debe decir:
Lo maté porque no era mío.

No, es mejor:
Lo maté por nunca haber sido mío.

En verdad, la realidad es esta:
"Hola cariño,
aunque lastime
extrañar a vos,
mentalmente imploro
que vuelvas
antes que tengas
que escribir
un epitafio."

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aunque




Podría enumerar lo
que no hacía falta:

beber,
fumar,
pelear


ahora ya se puede
tomar nota de lo
que todavía importa:

usted.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

El querer no se nombra



No tenés nombre
solo 
por la arbitrariedad
de se dejar perder más
por algo que no pudiera
sequer nombrarse.

Y si, se puede dar

nombre a los bueyes
pero las ganas
de les denominar
se marcharan
voluntariamente
con el ladrón
de sonidos
de risas infinitas


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Agosto cojonudo





Agosto dos ventos
Do barulhinho de chuva
(que nunca cai)

Agosto úmido, gelado
e eu querendo você
(ao meu lado)

Agosto às vezes
chega a parecer
um ano inteiro.

Noutras, um livro de contos
onde cada dia tem um enredo.

Agosto com você,
poderia até ficar dourado
mas é que ele é mesmo

o mês das obrigações
e quitações de
todos os adiamentos.

Agosto deve ser a resposta pro ano inteiro.

Agosto fatídico, nos deixa a impressão
de ser mesmo só para guerreiros.